terça-feira, 4 de maio de 2010

Em quadrinhos, PSDB faz propaganda da gestão de "Zé Serra" à frente da Saúde

BRENO COSTA

da Reportagem Local

Diante de uma emergência lotada, Glória entra em trabalho de parto, sem que um médico possa atendê-la. É aí que o simpático Chico Baleia intervém: "Pois é... No tempo do ministro Zé Serra não era esse caos na saúde pública".


A cena não foi presenciada pela reportagem. Ela está em um gibi que será distribuído em todo o Brasil pelo PSDB a partir da próxima semana.
Os personagens são moradores de uma fictícia Vila Brasil, mas o "ministro Zé Serra" ali citado nada tem de ficcional. É o pré-candidato tucano à Presidência da República.


O trecho acima faz parte do segundo volume da série, idealizada pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN). O primeiro, lançado em setembro passado e distribuído em 17 Estados, discutia a paternidade de programas como o Bolsa Família.


Desta vez o partido decidiu lançar dois de uma só vez --ambos sobre políticas de saúde. O material será distribuído por militantes e "multiplicadores" do partido.
A militância vem sendo treinada para propagandear o PSDB e Serra pelo país. Até junho, sai o quarto e último gibi, focado no Plano Real.
"Esses volumes estão saindo após a formalização da pré-candidatura. Então, estamos dando destaque ao Serra porque ele é pré-candidato, mas sem nenhum destaque no gibi ao fato de que ele é candidato", afirma o deputado.


Só no Rio Grande do Norte serão feitos 20 mil gibis, por R$ 10 mil, segundo Marinho.
Em outro trecho, já no terceiro volume, um personagem fala sobre os medicamentos genéricos e diz que a implementação da política foi "um marco do ministro Serra, considerado o melhor ministro da Saúde da história do país".


Segundo Marinho, autor dos diálogos, a declaração sobre Serra "é um sentimento nosso". Na contracapa da revista, de 12 páginas, Marinho escreve que o objetivo do gibi é "informar e repor a verdade que foi ao longo dos anos deliberadamente escondida".


A publicação traz o número 45, do PSDB, camuflado ao longo dos quadrinhos. O número da casa onde os personagens moram é 45. No quarto onde a mãe segura o bebê recém-nascido, um cartaz ao fundo traz os dizeres: "Dieta 45 dias". Ainda no hospital, uma placa indica "salas 4-5".
Na última cena do volume três, o personagem Dedé afirma para os colegas, à beira do mar: "Nada como a nossa vontade de mudar as coisas! Sinto que neste ano teremos um ótimo verão, com um ar de renovação vindo no horizonte."


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u729864.shtml

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Avaliando jornais 3: Jornal de Brasília

O Jornal de Brasília publica suas tiras em quadrinhos diariamente no suplemento Lazer. Possui pouca variedade de tiras, oferece ao leitor o trabalho de 4 autores diferentes:
1.Scott Adams, com a tira Dilbert;
2.Dik Browne, com a tira Hagar, o horrível;
3.Mort Walker, com a tira Recruta Zero;
4.Cícero, com a tira Vida +-.

O Jornal de Brasília ocupou a terceira posição na pesquisa, pois possui baixa quantidade de tiras publicada, apesar da boa periodicidade. Possui o mérito de abrir espaço para o artista local, no entanto proporcionalmente destina menos espaço para o autor nacional. Dentre as 4 tiras que publica, somente 1 é produzida por autor brasileiro (Cícero) e as outras 3 são produzidas por autores estrangeiros, mais especificamente estadunidenses, a saber Scott Adams, Dik Browne, e Mort Walker.

Pontuação
QT = 2
PP = 3
NE = 1
Total: 6 pontos

Avaliando jornais 2: O Globo

O Globo publica tiras em quadrinhos diariamente em seu suplemento Segundo Caderno. Também oferece boa variedade de tiras, trazendo para o leitor o trabalho de 8 autores diferentes:
1. Maurício de Sousa, com a tira Turma da Mônica;
2. Mort Walker, com a tira Recruta Zero;
3. Jerry Scott & Rick Kirkman, com a tira Zoé e Zezé;
4. Charles Schulz, com a tira Snoopy;
5. Chris Browne, com a tira Hagar, o horrível;
6. Ziraldo, com a tira O Menino Maluquinho;
7. A. Silvério, com a tira Urbano, o aposentado;
8. Henfil, com a tira Graúna.

O Globo ficou com o segundo lugar, pois apesar de empatar com a Folha nos critérios quantidade de tiras e periodicidade, proporcionalmente destina menos espaço para o autor nacional. Dentre as 8 tiras que publica, 4 são produzidas por autores brasileiros e as outras 4 são produzidas por autores estrangeiros, mais especificamente estadunidenses, a saber Mort Walker, Jerry Scott & Rick Kirkman, Charles Schulz e Chris Browne).

Pontuação
QT = 3
PP = 3
NE = 2
Total: 8 pontos

sábado, 30 de janeiro de 2010

Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional!

Hoje é comemorado no Brasil o Dia do Quadrinho Nacional. Sabemos que a coisa não anda muito boa pros quadrinhos e pros quadrinhistas no Brasil, acredito que não deve existir uma pessoa no país que consiga viver exclusivamente de quadrinhos.
Não existe muito mercado pra quadrinho no Brasil, assim sendo, praticamente não existe gente interessada em produzir quadrinhos. Não existe apoio do governo, os gibis são caros, a sociedade em geral não dá muita importância... o que motiva alguém a insistir em fazer quadrinhos? Pra quê comemorar então?
Para a idéia não morrer. Ainda que superficialmente e sem grandes eventos, este dia ainda é lembrado. E espero que continue sendo lembrado todo ano, até que um dia, o mesmo espírito de renovação que se apoderou dos artistas nos anos 80 e fez surgir Angeli, Laerte, Glauco, Adão Iturrusgarai e companhia, baixe outra vez nos quadrinhistas brasileiros e que os quadrinhos renasçam como uma forma de arte que atraia a atenção das pessoas. Quando este dia chegar, nós vamos ter motivo para comemorar, não mais somente lembrar o Dia do Quadrinho Nacional.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Avaliando jornais 1: Folha de São Paulo

Folha de São Paulo
Neste jornal, as tiras em quadrinhos são publicadas diariamente no suplemento Ilustrada. Há uma boa variedade de tiras, o jornal contempla o leitor com o trabalho de 8 autores diferentes:
1. Angeli, com a tira Chiclete com Banana;
2. Laerte, com a tira Piratas do Tietê;
3. Glauco, com a tira Faquinha;
4. Caco Galhardo, com a tira Lili;
5. Adão Iturrusgarai, com a tira Mundo Monstro;
6. Fernando Gonsales, com a tira Níquel Náusea;
7. Liniers, com a tira Macanudo;
8. Jim Davis, com a tira Garfield.

Dentre os jornais estudados, a Folha foi avaliada como um dos jornais que mais valoriza as histórias em quadrinhos, através do espaço que reserva para sua publicação. Podemos afirmar também que é, dentre o universo pesquisado, quem mais valoriza o artista nacional, pois das 8 tiras que publica, 6 são produzidas por autores brasileiros e somente 2 são produzidas por autores estrangeiros, sendo um argentino (Liniers) e um estadunidense (Jim Davis).

Pontuação
QT = 3
PP = 3
NE = 3
Total: 9 pontos

Pesquisa: Quadrinhos nos jornais

O cenário dos quadrinhos não é nada animador no Brasil do século XXI. Se tentarmos imaginar alguma motivação – além da paixão - para se fazer quadrinhos hoje no Brasil, não achamos quase nenhuma. Primeiro, por que aqui se encontra uma dificuldade enorme em ganhar dinheiro fazendo quadrinhos, além da segunda dificuldade que é conseguir espaço para publicar.

Um dos poucos espaços onde ainda se pode encontrar quadrinhos hoje em dia - além das revistinhas – é nos jornais. Devemos lembrar que o casamento quadrinhos x jornal é muito antigo na história das histórias dos quadrinhos, pois foi justamente através dos jornais que os quadrinhos começaram a se popularizar.

É uma grande lástima para os leitores de quadrinhos, mas nem todos os jornais – em especial, os do Distrito Federal - parecem dar a devida importância à nona arte. Como não quero afirmar nada sem argumentos, procurei colher evidências que comprovem o que digo. Selecionei, para análise, dois jornais de grande circulação na capital federal: o Correio Braziliense e o Jornal de Brasília, além de outros dois de circulação nacional: O Globo e a Folha de São Paulo.
Minha intenção neste estudo é conhecer a importância dada aos quadrinhos pelos quatro jornais anteriormente citados, através de 3 critérios a serem observados no espaço reservado para publicação de tiras. Os referidos critérios são:

1. quantidade de tiras - a pontuação deste critério será feita da seguinte forma:
· de 1 a 3 tiras = 1 ponto;
· de 4 a 6 tiras = 2 pontos;
· de 7 tiras em diante = 3 pontos.

2. periodicidade da publicação - a pontuação deste critério será feita da seguinte forma:
· quinzenal = 1 ponto;
· semanal = 2 pontos;
· diário = 3 pontos.

3. relação autores nacionais x estrangeiros - a pontuação deste critério será feita da seguinte forma:
· menos de 50% das tiras é de autor nacional = 1 ponto;
· exatamente 50% das tiras é de autor nacional = 2 pontos;
· mais de 50% das tiras é de autor nacional = 3 ponto.

Para contextualizar o leitor, faço questão de informar que esta pesquisa foi realizada em duas fases: a primeira, entre o período 22 de setembro de 2009 a 22 de outubro do mesmo ano e a segunda, entre o período 01 de janeiro de 2010 a 26 de janeiro do mesmo ano.

Confira as avaliações a partir do próximo post.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pra começar...

Sempre quis ter um espaço para falar do que gosto... sobre fazer, estudar ou ler quadrinhos. Sei que blogueiro não precisa provar nada pra ninguém e não precisa ser nenhuma autoridade para tratar do assunto que é a razão de existir de seu blog. Mesmo assim, faço questão de dizer para você, leitor, que minha relação com esta arte é grande, pois:
1 - Eu LEIO quadrinhos;
2 - Eu FAÇO quadrinhos (confira em http://fanzinedejeto.atspace.com);
3 - Eu ESTUDO quadrinhos (na universidade, fiz minha monografia sobre quadrinhos, se quiser ler, clique aqui).

Espero que goste do que vai encontrar aqui...